sábado, 12 de dezembro de 2015

VI Aniversário do Albergue


A Festa de São João da Cruz é no dia 14 de Dezembro, mas nós cantamos antecipadamente os parabéns do Albergue foi ontem dia 11, à volta da mesa com hospitaleiros e amigos. Reforçamos a amizade para continuar a servir os peregrinos. São João da Cruz a todos nos abençoe e proteja os nossos caminhos.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Temporariamente encerrado



o Caminho Português da Costa está temporariamente mais pobre...
Ao longo dos 5 anos de existência o Albergue de Peregrinos São João da Cruz dos Caminhos de Viana do Castelo tem acolhido com toda a simpatia e de coração aberto os peregrinos que demandam o caminho até Santiago de Compostela.
Este tem sido o nosso bem-fazer. Este é o fazer bem que queremos continuar. Por essa razão, o Albergue encontra-se temporariamente encerrado para que se proceda a uma revisão que permita reunir as melhores condições de acolhimento aos peregrinos.
Apesar de extremamente breve impõe-se que a paragem seja publicitada.
Assim que procedermos à reabertura informaremos prontamente, conscientes da importância deste Albergue no caminho entre Esposende e Caminha.
Pedimos imensa desculpa por este incómodo a todos os amig@s peregrinos.
Para mais esclarecimentos sobre este assunto, por favor, contactar: saojoaodacruzdoscaminhos@gmail.com.
Agradecemos toda a divulgação aos peregrinos que estão em vias de realizar o Caminho Português da Costa.
Tudo pelos peregrinos.

O Albergue de São João da Cruz dos Caminhos

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

«Quem gosta vem, quem ama fica!»





O slogan da encantadora cidade de Viana do castelo é “Quem gosta vem / Quem ama fica / Fica no coração”. Viana do castelo ficará certamente no coração dos peregrinos que pernoitam no Albergue São João da Cruz dos Caminhos. Cada vez mais peregrinos cruzam esta cidade. Cruzam uma cidade com uma beleza paisagística singular. Na reportagem fotográfica que se segue podemos presensiar o acolhimento dos hospitaleiros Albino e Josefina Marques. Tal como descreve a Josefina numa postagem no facebook: «de bem a melhor, o Albergue de Peregrinos São João da Cruz dos Caminhos, Viana do Castelo, sempre cheio, com muitos peregrinos de várias nacionalidades, momentos de alegria, partilha ... E o caminho é sempre uma surpresa, quando menos esperava a alegria de reencontrar a Debbie, após dois anos, primeiro no caminho central, agora no caminho da costa... Bom Caminho Amigos Peregrinos» Juntos Andemos!

terça-feira, 21 de julho de 2015

Uma grande família!


Os hospitaleiros  Josefina Marques e Albino Marques em mais um fim de semana no Albergue a acolher os peregrinos. Uma grande familia! e como diz a Josefina  «Passo a passo se faz o caminho ... Viana do Castelo sempre cheia de cor e alegria ... e este fim de semana com muitos peregrinos, de França, Alemanha, Itália, Espanha, Eslovénia, Canada, Portugal, no Albergue de Peregrinos São João da Cruz dos Caminhos smile emoticon Bom Caminho!! Ultreya!!» Juntos Andemos, então.  

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Rumo a Santiago!


O Albergue São João da Cruz dos Caminhos em pleno coração de Viana do Castelo em cada novo dia recebe dezenas de peregrinos. Aqui fica registado fotograficamente alguns dos momentos ao início da tarde de hoje em que o Sr. Barroso estende as mãos (em boa verdade, o coração!) para os acolher no Albergue peregrinos vindos da Inglaterra, França, Espanha, Polónia e do Uzbequistão. Avós e neta, grupo de amigos, casais com o mesmo fim. Abraçar Santiago e pelo caminho a aventura peregrina. Continuemos juntos da comunidade carmelita a servir de bem a melhor quem procura um lugar calmo e limpo para pernoitar. 

terça-feira, 7 de julho de 2015

Ecos da Caminhada (III)


QUE FORÇA É ESSA AMIGO ?

Que força é essa amigo, que te põe de bem com os outros e contigo? Sábado de manhã, batem as 8h00 na Igreja do Carmo abafando, por momentos, o chilrear das aves. Aos poucos, pequenos magotes de pessoas aproximam-se da igreja, compondo um grupo de cerca de meia centena de corajosos. Alguém nos recorda que lá do outro lado do globo, perto dos nossos antípodas, há quem precise da nossa solidariedade. O que move gente de uma pequena cidade a ser fraterna com um longínquo país? Que força é essa amigo, que te põe de bem com os outros e contigo? Partimos. O grupo vai-se esticando qual corda que se desenrola. Fintámos Santa Luzia pelo lado das Urselinas. A conversa vai sendo posta em dia com os companheiros da jornada. Alguns olhares pelo canto da vista trazem imagens de belas moradias fazendo jus à conceituada arquitetura portuguesa. A temperatura sobe, notam-se as primeiras manchas de suor nas t-shirts à minha frente. Alguém assume a liderança e fala de uma cruz preta e, aí está ela! Tento situar o meu pensamento há dois, ou três séculos atrás. No imaginário aparecem peregrinos carregados de superstições e medos. Como deveria ser difícil fazer o caminho naquelas épocas. E, eis que de novo sou assolado pelo mesmo pensamento: Que força é essa amigo, que te põe de bem com os outros e contigo? Caminhámos, à direita a encosta verdejante, à esquerda, ao fundo, o azul cintilante do mar, à frente a água cristalina do rio que vai polindo o duro granito. Beleza natural. Ao lado, a Quinta da Boa Viagem, um hino aos solares minhotos. Salta-me à ideia aquela frase bonita que, por vezes, ouço na missa: … fizeste para nós este mundo grande e belo! Sobre a rocha consolámos o estômago e retemperámos forças. O grupo une-se e aí vamos nós. O espetáculo aprimora-se, lindo! Penso nos peregrinos deste caminho, sobretudo os estrangeiros, como descreverão estas paisagens a familiares e amigos? Ah, o cartão das máquinas fotográficas fica sem memória nesta zona! O mercúrio sobe nos termómetros, a dificuldade do percurso aperta um pouco. Nem uma queixa, nem uma lamúria, nada! Olho à minha volta, volto a olhar e capto serenidade, paz, sorrisos da alma. E … Que força é essa amigo, que te põe de bem com os outros e contigo? O caminho desafia. Piso irregular, ramos atravessados, mato e a voz de comando ordena que se aguarda. É preciso unir o grupo. Noto, pela primeira vez, cansaço num petiz. Ouço algures: - força, falta pouco! Começámos a descer. Os santos vão ajudando. Um cachorro manifesta, acerrimamente, o seu descontentamento pela invasão. Nada que vozes meigas das crianças não resolvam. O alcatrão, horror dos peregrinos, aparece. O estio aperta e a água das garrafas sumiu. O ritmo assemelha-se ao cantar do coral das idosas da minha freguesia. Campos e casa visitam-nos. O grupo esfrangalha-se. Avistam-se prédios, vamos caminhando e parece que os vou repelindo, mas não, afinal é uma sensação similar à do poeta que encontrei pelo caminho: «O rio … embora desça a serra parece que vai subindo». Vila Praia de Âncora, 14h00, entra-me nos olhos. Alma cheia, coração feliz e, de repente, passa o filme, desde o início, na pantalha do meu pensamento, legendado: Que força é essa amigo, que te põe de bem com os outros e contigo?

[Guaskari Martins]