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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Memórias de 2012

 
No Albergue de São João da Cruz dos Caminhos em 2012 foi assim...
Esperamos que venha 2013 e este seja de bem a melhor!
Que São João da Cruz nos oriente nos caminhos!
Obrigada a todos os que colaboram nesta aventura peregrina.
Juntos Andemos!

Agradeço e retribuo



Agradeço e retribuo amáveis votos de Boas Festas e Feliz Ano Novo.
Um abraço. Francisco Sampaio

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

E porque é Natal!

O Natal daquele ano!


O Francisco frequentava o terceiro ano de escolaridade com muito bom aproveitamento. Era um miúdo admirável! Já vivera razoavelmente mas, actualmente, sofria as consequências da quase indigência do pai por, no início daquele ano, ter perdido o emprego. Era um bom trabalhador, mas a oficina fechara.
Andava o miudinho muito triste e amargurado porque a fome, o frio e a tristeza eram o pão-nosso de cada dia naquela casa.
Como habitualmente, ao aproximarem-se as férias do Natal, a professora mandou que os alunos fizessem uma redacção sobre essa quadra festiva.
O Francisco debruça-se sobre o papel e, numa letra mais adulta que infantil, intitula a sua composição de APELO e escreve:
«Menino Jesus: não acredito no que tenho ouvido dizer a teu respeito, ou seja, que só dás a quem já tem, e nada dás a quem nada tem! Explico-te porquê: eu sei que são os pais a darem essas prendas e não tu, que tens mais que fazer; se fosses tu, de certeza que davas a todos e, se calhar, em primeiro lugar aos mais pobres.»
Sim, eu tenho certeza que davas a todos e, se calhar, em primeiro lugar aos mais pobres. Sim, eu tenho a certeza que seria assim, pois nunca te esqueces que também nasceste pobre e pobre morreste.
«Não venho pedir nada para mim. Quero lembrar-me que o meu pai está há um ano sem trabalho e precisa de ganhar dinheiro para nos sustentar. Por isso, não te esqueças de lhe arranjar um emprego. Eu sei que Natal quer dizer nascimento e, olha, nós também nascemos e, com certeza, não foi para que morrêssemos já, sem dar testemunho sobre a terra. Se assim fosse, como é que poderíamos dar os parabéns pelo teu aniversário?! Já agora podes ficar a saber que eu nasci no mesmo dia: nasci no Natal»
Pouco antes de as férias começarem, a professora chamou o Francisco e disse-lhe que tinha arranjado trabalho para o seu pai e, que já poderia começar a trabalhar no princípio de Janeiro do próximo ano. Foi tal a alegria dele que chorou copiosamente e, então, passou a andar tão contente, que os pais não sabiam que dizer. No entanto ele não disse porque é que andava assim.
Na véspera de Natal todos se deitaram cedo, pois a consoada consistiria em sopa e pão, por o dono da mercearia, atendendo ao dia que era, ter condescendido em acrescentar ao rol do livro da dívidas.
O Francisco não adormeceu logo. Depois de ter verificado que toda a gente estava a dormir, foi colocar o seu sapatinho à porta do quarto dos pais, com um bilhete dentro.
No dia de Natal, a mãe, que era sempre a primeira a levantar-se, ao sair do quarto tropeçou no sapato do filho. Baixou-se, pegou nele, e leu o bilhete: "Pai, a partir de Janeiro vai ter trabalho. Foi a minha professora que lho arranjou, por causa da minha redacção ao Menino Jesus. É a nossa prenda de Natal".
Com as lágrimas nos olhos, de contentamento já se vê, aquele casal entrou, pé ante pé, no quarto do filho. Ao vê-lo profundamente adormecido e a sorrir, ambos disseram: eis aqui o nosso Menino Jesus!
[Joaquim dos Santos Marinho]

Exposição de Presépios


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Felices fiestas...


 
Felices fiestas y prospero año nuevo de parte de una familia de peregrinos que fueron en bicicleta el 19 de agosto de Albacete.[Manuel Salas Lopez]

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Em tempo de Natal ... cantava!



"Meu doce e terno Jesus, se amores me hão-de matar, agora têm lugar"
[São João da Cruz]

São João da Cruz, homem de compassivo amor não poderia deixar de trazer em si o amor que Jesus conduziu ao mundo ao nascer em Belém… Ó admirável sólida relação de amizade e harmonia! Inflamava-se com o mistério do Deus feito homem. O Natal era vivido e sentido com um enorme ardor, espelhado no seu olhar, manifestado nos seus gestos, nas suas atitudes. No ano de 1585, no Convento das Madres Carmelitas de Granada, São João da Cruz, homem cativado de Deus, dançava e entoava com o menino Jesus ao colo, neste tempo alinhava tocantes e belas poesias sobre a Natividade: "Meu doce e terno Jesus, se amores me hão-de matar, agora têm lugar". Este tempo era vivido com peculiar atenção e emoção. Conta-se que no Advento, todos os dias enquanto mestre de noviços fazia a procissão do Menino Jesus pelos claustros das celas dos religiosos habitando o Menino Jesus cada dia na cela dum religioso.
Este grande homem, assegura-nos nas suas palavras a fragilidade de um Redentor que Se faz pequeno para dilatar os homens: Deus «o que falava antes em partes aos profetas já falou no todo, dando-nos o Todo, que é seu Filho. (...) Ponha os olhos somente nele (...) e achará nele ainda mais do que pede e deseja». Neste amor sem limites de um Deus que se faz pequeno, o apaixonado assemelha-se ao amado e na ternura, veneração, contemplação… demoremos o nosso olhar!
A ti, a mim… a cada um de nós resta-nos gratificar este imenso amor! Solidarizemo-nos ao Pequeno Rei que Se entrega no mistério do altar, que olha para e por nós... E nós? Nós… vamos a Ele e percamo-nos n´Ele, subamos até Belém e com Maria, sua mãe amável, José homem do silêncio… entoemos os mais belos cânticos. Cantemos com o coração a nossa entrega sem reservas ao Menino Salvador.
[VP]

Silent Night...

sábado, 22 de dezembro de 2012

Conto de Natal


Era uma vez um pobre sapateiro que vivia numa cabana, na encruzilhada de um caminho, perto de um pequeno e humilde povoado. Como era um homem bom e queria ajudar os viajantes, que à noite por ali passavam, deixava na janela da sua casa, uma vela acesa todas as noites, de modo a guiá-los. E apesar da doença e a fome, nunca deixou de acender a sua vela. Veio então uma grande guerra, e todos os jovens partiram, deixando a cidade ainda mais pobre e triste. As pessoas do povoado ao verem a persistência daquele pobre sapateiro, que continuava a viver a sua vida cheio de esperança e bondade, decidiram imitá-lo e, naquela noite, que era a véspera de Natal, todos acederam uma vela em suas casas, iluminando todo o povoado. À meia-noite, os sinos da igreja começaram a tocar, anunciando a boa notícia: a guerra tinha acabado e os jovens regressavam às suas casas! 
Todos gritaram: “É um milagre! É o milagre das velas!”. A partir daquele dia, acender uma vela tornou-se tradição em quase todos os povos, na véspera de Natal.

Doce e terno...

Alegremo-nos!