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segunda-feira, 25 de março de 2013

A dor não muda!


O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
-'Qual é o sabor?' - perguntou o Mestre.
-'Mal' - disse o jovem.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem deitou o sal ao lago. Então o velho disse:
-'Bebe um pouco dessa água'. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
-'Qual é o sabor?'
-'Bom!' disse o rapaz.
-'Não sentes o gosto do sal?' perguntou o Mestre.
-'Não' disse o jovem.
O Mestre então, sentou-se ao lado do jovem, agarrou nas suas mãos e disse:
-'A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o gosto da dor depende de onde a colocamos. Quando sentires dor, a única coisa que deves fazer é aumentar o sentido de tudo o que está à tua volta. É dar mais valor ao que tu tens do que ao que por ti foi perdido. Em outras palavras:
É deixar de Ser copo, para te tornares um Lago.' 

terça-feira, 12 de março de 2013

O poder da doçura



Um viajante caminhava pela estrada, quando observou o pequeno rio que começava tímido por entre as pedras. Foi seguindo-o por muito tempo. Aos poucos, ele foi tomando volume e se tornando um rio maior. O viajante continuou a segui-lo. Bem mais adiante, o que era um pequeno rio se dividiu em dezenas de cachoeiras, num espectáculo de águas cantantes. A música das águas atraiu mais o viajante, que se aproximou e foi descendo pelas pedras, ao lado de uma das cachoeiras. Descobriu, finalmente, uma gruta. A natureza criara com paciência caprichosa, formas na gruta. Ele a foi adentrando, admirando sempre mais as pedras gastas pelo tempo. De repente, descobriu uma placa. Alguém estivera ali antes dele. Com a lanterna, iluminou os versos que nela estavam escritos. Eram versos do grande escritor Tagore, prémio Nobel de literatura de 1913:

«Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança, e sua canção. Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir.»