terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Deus vai ao Carnaval do Rio

Numa análise atenta aos sambas das 12 agremiações do Grupo Especial do carnaval carioca,
revela que, em 2013, as referências a Deus são abundantes.
O resultado surpreende. A chamada «festa mais profana do planeta», mostra que «Deus» está em alta!
Só perde para o tradicional grito dos puxadores «Vaaaaaai». Mas essa não é parte dos sambas, apenas ajuda na marcação do tempo.
A segur a «Deus» vêm «coração», «emoção» e «mistério» são os termos mais populares.
Isso não significa que existe um sentido de adoração ou louvor, mas ressalta que existe uma espiritualidade intrínseca que muitas vezes passa despercebida aos foliões.

Noite Escura


Longe do Mundo!

Uma árvore...


Uma árvore com vários anos de existência, vivia numa grande planície. Ao seu redor floriam pequenas flores. Uma das flores perguntou um dia à grande árvore:

- Olha lá... sob que luz trabalham os pastores em seus pastos de planícies verdejantes?
- Sob que luz? Que pergunta… – Retorquiu-lhe a grande árvore.
- Sim. Sob que luz? Não poderão trabalhar eternamente na contemplação do sol, das estrelas,
do luar, do fogo?
- Trabalham sob a luz do astro Sol. – Respondeu-lhe a grande árvore?
- E quando a luz do sol deixar de existir na terra? – Perguntou novamente a flor.
-Talvez nesse instante se apercebam da sua ausência e tenham que trabalhar à luz do luar, da estrelas, do fogo que arde, da chama que alumia a noite…
A flor como era muito curiosa, estava preocupada pela não comparência dos seus amigos pastores se caso não existisse o sol, o luar, o fogo…algo que lhes pudesse iluminar o caminho.
Não queria deixar de poder ver as ovelhas que alegremente nos campos corriam, os pastores que seguiam…Se não existisse luz para os iluminar, que seria de suas vidas. Permaneceriam no vazio, na eterna noite, sem luz, nem guia?
Estando preocupada voltou a questionar a grande árvore:
- E quando nenhuma luz existir?
-Tu és sempre assim. Que perguntas fazes tu pequena flor! Não sei o que respondo é o mais certo. O que penso é o que te digo… Penso que quando o sol, a lua, o fogo e tudo mais que possa ser luz no caminho dos pastores e das suas ovelhas se extinguir, os próprios, terão descoberto a luz que emana de si mesmos. Poderão caminhar com a sua própria luz, a luz da interioridade armazenada. Com a luz que conseguiram armazenar no seu interior enquanto pastoreavam as suas ovelhas, durante anos. Sabes pequena flor, no jardim florido, nos prados verdejantes que a meus pés te colocas, a alegria brotará sempre de cada pastor, de cada ovelha, deles emergem experiências de vidas únicas. Olhares contemplativos que vivem em plenitude! Plenitude que liberta, enche e não esvazia.

[V.P.]